Da obediência ao mandamento de amar como Cristo amou (João 13.34)


Amar como Jesus amou “Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. Nisto conhecerão que sois meus discípulos, se amardes uns aos outros” (João 13:34).

Porque Jesus fala em um novo mandamento, se, há mais de mil anos antes, já havia sido dado o mandamento de amar o próximo como a si mesmo (Levítico 19.18)?
É novo porque, agora, o modelo para o amor ao meu irmão não sou eu mesmo, mas sim Jesus, o Filho de Deus. Quando digo amar o próximo como a mim mesmo, de algum modo, ainda sirvo de parâmetro. Por isso, o novo mandamento é “amar como Cristo amou”.
Muito poderia ser dito sobre isso, entretanto, penso que tudo pode ser resumido numa sentença dita pelo próprio Jesus: “ninguém tem maior amor do que este, o de dar a vida pelos seus amigos” (João 15.13). Ou seja, assim como Cristo deu a sua vida pelos discípulos, assim também estes devem dar a sua vida pelos seus irmãos.
Damos a nossa vida pelos irmãos quando nos dedicamos a eles, em todas as coisas, da melhor forma que pudermos. Quando alguém prepara a liturgia do culto, um sermão, um estudo bíblico, um aconselhamento, quando alguém partilha seus bens, serve de ombro amigo, etc, de algum modo, está dando um pouco de sua vida. Desde pequenos a grandes atos, tudo deve estar permeado por este amor, que pode chegar até as últimas consequências, a ponto de morrermos no lugar de alguém, como o próprio Cristo fez por nós.
E é nesta prática que Jesus disse que seríamos reconhecidos como discípulos. Schaeffer ensinou que neste mandamento, Jesus permite que os “de fora” duvidem de que somos seus discípulos, caso não expressemos este amor. E aqui percebemos a dimensão evangelística, querigmática, da comunhão entre os irmãos. Se houver o amor de Cristo entre nós, nossos atos estarão proclamando que somos discípulos d’Ele e outros irão querer se unir a nós. Essa deveria ser a maior marca do cristão, conforme já disse o mencionado filósofo.

Acredito que é por esse motivo que talvez haja tanta resistência às igrejas hoje. A verdadeira identidade do cristão não está em sua liturgia, nas roupas que utiliza, nas doutrinas que professa, embora estas e outras coisas sejam muito importantes. O fato é que, na presença destas coisas, mas na ausência do amor, de nada valerá. E, na presença do amor, ainda que deficiente aquelas coisas, tudo valerá a pena. Entretanto, pior é quando o mundo vislumbra uma verdadeira falta de caridade entre aqueles que dizem professar sua crença em Jesus. É difícil alguém rejeitar definitivamente a pessoa do homem de Nazaré. 
Acho que mais importante do que métodos, do que sistemas, estratégias de marketing,  entre outras coisas, deveríamos realmente "esquentar nossa cabeça" e focar nossos esforços em como posso começar a amar o meu irmão como Cristo nos amou. Seria uma revolução entre nós. Quando cada qual realmente começar a buscar expressar tal amor, dando sua vida pelo seu irmão. As igrejas, comunidades, deveriam, mais do que qualquer outra coisa, serem conhecidas por tal amor. Assim verdadeiramente seríamos considerados discípulos.

Por Carlos Seino

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